Este tema talvez seja o mais importante a ser tratado no blogue. Farei um resumo sobre mim para depois falar em um contexto geral.
"Nasci em um país Africano, Angola, onde não existem leis e nem direitos para homossexuais, até aos meus catorze anos não tinha certeza da minha sexualidade, mas sempre soube que gostava de rapazes, mas crescer em uma sociedade altamente preconceituosa, fazia eu ser preconceituoso comigo mesmo, muitas das vezes chegando a orar, a pedir perdão pela atração que eu sentia. O fato de não conhecer ou ter visto outros iguais a mim só me fazia sentir mais isolado e confuso. Minha família sempre percebeu, porém preferiam fechar os olhos, nunca tive interesse em me expor ou assumir, mas com dezassete anos minha mãe foi atrás e conseguiu descobrir o que queria, como se não bastasse o medo que eu tinha da sociedade, tive que conviver com o preconceito da pessoa que eu mais confiava. Em minhas conversas com Deus eu me perguntava se eu era obra do demônio como as pessoas falavam, porque que eu tinha que ser o diferente, minha mãe se culpava, se sentia enganada, pois até namorada eu tive para poder camuflar meus desejos. Foi a pior fase da minha vida, eu tive de sair da minha casa, da minha cidade, do meu país, abandonei tudo e vim para um país onde acreditei ser o melhor lugar para um homossexual viver, cheguei traumatizado pelas torturas que enfrentei, muitas delas meu cérebro apagou, mas o preço mais alto que o preconceito me fez pagar é de até hoje cinco anos depois estar longe da minha família, hoje o que me restam são lembranças daqueles que eu tinha tanto amor, minha mãe superou o preconceito e hoje somos mais unidos do que antes, na verdade ela não é culpada por ter nascido em uma sociedade tão preconceituosa".
Fiz um resumo do que aconteceu comigo sem entrar em detalhes para vocês leitores tentarem entender o que acontece na vida de uma pessoa que nasce homossexual, o que mais nos deixa transtornados é o preconceito dentro de casa, o fato de aqueles que amamos e nos conhecem desde pequenos, e muitas vezes sabem e preferem não enxergar por puro preconceito, não nos darem apoio nessa fase de aceitação.
"Nasci em um país Africano, Angola, onde não existem leis e nem direitos para homossexuais, até aos meus catorze anos não tinha certeza da minha sexualidade, mas sempre soube que gostava de rapazes, mas crescer em uma sociedade altamente preconceituosa, fazia eu ser preconceituoso comigo mesmo, muitas das vezes chegando a orar, a pedir perdão pela atração que eu sentia. O fato de não conhecer ou ter visto outros iguais a mim só me fazia sentir mais isolado e confuso. Minha família sempre percebeu, porém preferiam fechar os olhos, nunca tive interesse em me expor ou assumir, mas com dezassete anos minha mãe foi atrás e conseguiu descobrir o que queria, como se não bastasse o medo que eu tinha da sociedade, tive que conviver com o preconceito da pessoa que eu mais confiava. Em minhas conversas com Deus eu me perguntava se eu era obra do demônio como as pessoas falavam, porque que eu tinha que ser o diferente, minha mãe se culpava, se sentia enganada, pois até namorada eu tive para poder camuflar meus desejos. Foi a pior fase da minha vida, eu tive de sair da minha casa, da minha cidade, do meu país, abandonei tudo e vim para um país onde acreditei ser o melhor lugar para um homossexual viver, cheguei traumatizado pelas torturas que enfrentei, muitas delas meu cérebro apagou, mas o preço mais alto que o preconceito me fez pagar é de até hoje cinco anos depois estar longe da minha família, hoje o que me restam são lembranças daqueles que eu tinha tanto amor, minha mãe superou o preconceito e hoje somos mais unidos do que antes, na verdade ela não é culpada por ter nascido em uma sociedade tão preconceituosa".
Fiz um resumo do que aconteceu comigo sem entrar em detalhes para vocês leitores tentarem entender o que acontece na vida de uma pessoa que nasce homossexual, o que mais nos deixa transtornados é o preconceito dentro de casa, o fato de aqueles que amamos e nos conhecem desde pequenos, e muitas vezes sabem e preferem não enxergar por puro preconceito, não nos darem apoio nessa fase de aceitação.
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